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1 de novembro de 2010

Adopção de um animal adulto

No momento de adoptar um animal de estimação, muitos donos deparam-se com a dúvida - será melhor adoptar um animal jovem ou um adulto? Normalmente, estão mais receptivos à adopção de um animal muito jovem, no entanto, a adopção de um adulto pode trazer muitas vantagens.

Habitualmente, um animal adulto já não tem toda a excitação de um cachorro ou de um gatinho. Já passou por uma série de situações que o tornam mais calmo e tranquilo. Também já não tem por hábito roer tudo o que é chinelo, telemóvel ou comando de tv como um cachorro na fase de desenvolvimento. O passeio na rua torna-se, normalmente, uma tarefa fácil, pois um cão adulto estaria habituado a fazê-lo com os antigos donos e não precisamos de ensiná-lo a andar de trela pelas ruas. A árdua tarefa que temos dos ensinar a fazer os dejectos no mesmo sítio quando ainda são bebés, deixa habitualmente de existir, pois um adulto já tem esse tipo de hábitos bem adquiridos. Em suma, um animal adulto pode ser uma excelente opção na escolha do seu companheiro de estimação.

Obviamente que todos estes pontos podem não se aplicar a todos os animais adultos mas também é óbvio que nem todos os animais jovens, mesmo que educados desde muito cedo, se comportem exemplarmente como nós desejaríamos. 

Há que lembrar também que um animal adulto pode trazer consigo alguns problemas de saúde que, se calhar, um animal jovem não traria. No entanto, não coloque esse facto como um não à sua adopção. Todos os animais podem necessitar de mais ou menos cuidados à medida que envelhecem.

Seja qual for a opção que tomar, adopte um animal e trate dele da melhor maneira que conseguir até ao fim da sua vida. Ele estará sempre ao seu lado.

Adopte um animal adulto

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27 de setembro de 2009

Medo de ruídos

O medo de ruídos é um problema muito comum nos cães mas menos frequente nos gatos. Esse medo pode rapidamente dar origem a uma fobia, com comportamentos excessivos e persistentes por parte do animal. Os ruídos que provocam frequentemente medo nos animais são a trovoada e o fogo-de-artifício.

O medo de ruídos pode atingir qualquer animal. Contudo, os mais ansiosos são normalmente os mais afectados.




Medos e Fobias

O comportamento do dono pode afectar a severidade do medo. Por um lado, se o dono estiver nervoso durante as trovoadas, o animal vai ter ainda mais medo. Por outro lado, se o dono tiver uma reacção de protecção exagerada, o animal entenderá isso como se houvesse uma razão real para ter medo.

Os sinais de fobia a ruídos são muito variáveis de animal para animal. No entanto, os mais frequentes são:

  • esconder (o sinal mais frequente nos gatos);
  • urinar;
  • defecar;
  • salivar excessivamente e mastigar;
  • aumento da frequência cardíaca e respiratória;
  • tremer;
  • tentativa de fuga ou procura exagerada do dono;
  • vocalização (ladrar, uivar ou miar excessivamente).

O tratamento dos medos e fobias  passa mudança do comportamento do dono, mudança de ambiente e/ou medicação.

O dono não deve em ocasião alguma punir ou mimar em demasia o seu animal. Deve adoptar uma postura calma e tranquila, de forma a que o seu animal se sinta o menos ansioso possível.

A mudança de ambiente pode reduzir o nível de stress do animal. Pode optar por ligar a TV ou colocar música para atenuar o ruído negativo e levar o seu animal para um local de menor dimensão. Deve também fechar todas as janelas e portas para atenuar qualquer ruído exterior.

Quanto à medicação, pode ser administrada antes do ruído, durante o ruído ou por um período de tempo relativamente longo da vida do animal, como preparação para o ruído. Existem inúmeros fármacos que podem ser administrados ao animal para atenuar a fobia do animal. Consulte o seu médico veterinário sobre o melhor fármaco a usar no seu animal e nunca, em situação alguma, medique o seu animal com calmantes ou relaxantes que possa estar a tomar.

A diminuição dos medos exige tempo, dedicação e muita calma por parte dos donos. São processos morosos mas que podem dar frutos a médio ou longo-prazo.
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19 de julho de 2009

Como levar o seu cão a passear de trela

Após a aquisição de um cão, vem a árdua tarefa de ensiná-lo a passear na rua de trela e nada melhor do que começar em cachorro. Os passeios na rua devem ser um momento de tranquilidade, tanto para o cão como para o dono. No entanto, muitos de nós sabem que a tranquilidade rapidamente se transforma em caos e frustração. 




Quem passeia quem?

Para levar o seu cão a passear à rua é necessário antes de mais, demonstrar-lhe quem manda e a seguir definir as regras.

As regras começam em casa. Quando pegamos na trela, o cão associa a passear, a ir à rua e isto cria uma certa excitação, que por vezes se torna descontrolada, como ladrar, saltar para o dono, etc.

A primeira coisa a fazer é acalmar o cão através de várias formas:

  • ficar imóvel e esperar que o cão acalme, ignorando-o;
  • caso ele salte, virar-lhe as costas;
  • ir até uma determinada zona da casa, fingindo que estamos a realizar alguma tarefa;
  • por último, caso o cão não acalme, pousar a trela numa bancada ou pendurá-la.

Após verificar que o cão está calmo, voltar a pegar na trela. Isto poderá demorar algum tempo, por isso é preciso que o dono tenha tempo disponível, porque um cão calmo é um cão controlado.

Uma vez o cão calmo, colocar a trela e andar calmamente. Atenção que o dono é o primeiro a sair e a entrar em qualquer local, quer seja de casa, do prédio, do carro, etc.

Assim que saímos a porta de acesso à rua, a primeira coisa que o cão vai fazer é puxar a trela e tentar ir à frente do dono. Normalmente, os donos puxam a trela para trás, o que está absolutamente errado. O facto dos donos puxarem a trela para trás assim que o cão dá um puxão, significa que estão a entrar em conflito com o cão e não é isso que se pretende.

Temos que demonstrar ao cão que não tem que dar puxões, nem ir à nossa frente, porque quem manda é o dono.

Assim que o cão dá um puxão temos que nos manter no sitio onde estamos, na posição em que estamos e aguardar que o cão tenha uma reacção ou olhe para trás ou se sente. Após ter efectuado qualquer uma destas acções podemos avançar, mas um passo de cada vez - já sabemos que vai puxar outra vez, por isso, é necessário darmos passos pequenos e seguros.

Este treino requer tempo por parte do dono e calma, muita calma, porque é um treino lento e gradual.

Costuma-se dizer que o cão é o espelho do dono por isso, um dono calmo e tranquilo tem um cão controlado.
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26 de abril de 2009

Coprofagia - comer fezes

A coprofagia é uma queixa relativamente frequente na prática clínica. Alguns proprietários entram na consulta horrorizados, dizendo que o seu cão come as suas próprias fezes ou as fezes de outros animais, nomeadamente de gatos.

Normalmente, a coprofagia ocorre em animais jovens e está relacionada com distúrbios comportamentais. Durante a fase de aprendizagem do cachorro é frequente ralharmos quando não fazem as suas necessidades no local correcto. Se a repreensão for demasiado severa, o cachorro pode tentar esconder as fezes comendo-as. Este processo pode tornar-se um hábito se não for travado de imediato. Obviamente que não devemos deixar de repreender o animal se este fizer algo de errado. Contudo, devemos estar atentos ao seu comportamento.

Um outro caso de coprofagia acontece quando o cão, jovem ou adulto, come as fezes de gatos. As rações dos gatos têm um teor proteico superior às dos cães, logo as suas fezes são também mais ricas em proteína. Este facto faz com que as fezes de gato exalem um odor que pode ser de alguma forma atractivo para os cães, levando-os a ingeri-las.

Por fim, podemos ter como causa de coprofagia um problema nutricional. Se o animal não digerir bem o que come, as suas fezes possuirão um teor proteico mais elevado que o normal, tornando-as apetecível para o cão. Do mesmo modo, se a dieta do cão for demasiado rica em proteína, as suas fezes também terão alto teor proteico e o cão poderá ingeri-las.

A coprofagia nem sempre é um problema fácil de resolver.

Coprofagia

A maior parte dos casos de coprofagia tem uma causa comportamental. Nestas situações devemos repreender o cão quando o apanhamos em flagrante. Se tiver gatos em casa, opte por colocar o seu litter num local inacessível para o cão, por forma a evitar este tipo de comportamento. Há produtos no mercado que podem ser administrados ao cão, por forma a tornar as suas fezes pouco atractivas. Contudo, a sua eficácia é muito relativa.

Quando a causa da coprofagia é nutricional, aconselhe-se com o seu médico veterinário quanto à melhor ração a administrar-lhe. Habitualmente opta-se por rações de elevada digestibilidade, de que são exemplo as dietas para problemas gastro-intestinais.

Independentemente da causa de coprofagia, nunca se esqueça de desparasitar o seu cão pois as fezes são habitualmente portadoras de ovos de vermes intestinais.
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7 de dezembro de 2008

Cães perigosos - novo regime jurídico

Em Agosto de 2007 foi publicado o novo regime jurídico para a posse de cães perigosos. As raças ou cruzamentos «potencialmente perigosas» são sete: o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o pitbull terrier, o rottweiller, o staffordshire terrier americano, o staffordshire bull terrier e o tosa inu.



Cães Perigosos

Perante esta alteração à anterior legislação, os proprietários de cães considerados perigosos são obrigados a ser maiores de idade, a ter registo criminal limpo e a efectuar um exame de aptidão física e psicológica para a posse destes animais.

Assim, para efectuar o registo do animal na Junta de Freguesia, o proprietário além do boletim de vacinas e do registo do microchip, deve entregar esta nova documentação.

Foram também estipuladas novas coimas para os proprietários que não cumpram a lei, estando o montante mínimo fixado em 500 euros e o montante máximo em 44.890 euros, agravado em 30 por cento em caso de reincidência.

A nova lei determina também que os criadores «só poderão exercer a actividade mediante uma licença emitida pela Direcção-Geral de Veterinária, que obriga a indicar a espécie, a raça e todos os dados referentes ao animal, a constar no chip electrónico de identificação».

Em Abril deste ano saiu um novo despacho que obriga mesmo à esterilização destas raças. Segundo o Ministério da Agricultura, existe a "proibição da importação e criação dos chamados cães perigosos definidos como tal na legislação, assim como a obrigatoriedade da esterilização destes animais num prazo de dois meses".

Em caso de dúvida, aconselhe-se com o seu médico veterinário e/ou consulte a actual legislação.
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