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26 de outubro de 2011

Incontinência urinária

A incontinência urinária consiste na perda involuntária de urina quando o animal se encontra em repouso ou a dormir. É frequente os animais lamberem constantemente a região genital aquando deste facto. 
O animal urina de forma involuntária
De uma forma muito simples, podemos dizer que a urina é retida na bexiga de um animal saudável através de um conjunto de músculos situados na base da bexiga, que funcionam como uma válvula e que o animal controla conscientemente. Certas hormonas sexuais afectam a eficácia desses músculos (estrogénios nas fêmeas e testosterona nos machos). Consequentemente, qualquer alteração a nível dessas hormonas pode afectar a capacidade do animal controlar a sua retenção de urina. À medida que o animal envelhece, naturalmente, os níveis dessas hormonas diminuem. O mesmo acontece se o animal estiver esterilizado (procedimento em que retiramos os orgãos responsáveis pela produção dessas hormonas). Outras causas de incontinência podem ser problemas prostáticos ou traumatismos que afectem os nervos que enervam a bexiga. A incontinência de origem hormonal é mais frequente nas fêmeas.

Frequentemente, os animais que sofrem de incontinência urinária têm mais tendência para infecções urinárias, uma vez que o esfíncter vesical está mais relaxado e as bactérias entram mais facilmente. Outra das complicações possíveis é a dermatite de contacto causada pela presença de urina no corpo do animal. É fundamental manter uma higiene constante da pele do animal, pois facilmente ficará sujo com urina e, consequentemente, a pele ficará inflamada. O uso de resguardos é uma boa solução nos animais incontinentes.

Quanto ao tratamento, podemos usar vários fármacos hormonais ou não-hormonais. Habitualmente estes fármacos devem ser utilizados durante toda a vida do animal. Aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre a melhor solução para a incontinência do seu animal de estimação. A incontinência pode ser tratada!
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11 de abril de 2009

Insuficiência renal crónica em gatos

A insuficiência renal crónica (IRC) é uma doença que afecta cerca de 20% dos gatos com mais de 10 anos de idade.

A IRC caracteriza-se por uma diminuição progressiva na capacidade dos rins eliminarem os produtos tóxicos do organismo. 

1- rim com insuficiência renal aguda; 2- rim normal; 3- rim com insuficiência renal crónica

Na maior parte das vezes, a IRC evolui de forma silenciosa, sem que o animal exiba quaisquer sintomas. Estes só começam a surgir quando grande parte do rim já se encontra lesionado. Os principais sintomas de IRC são:

  • perda de peso;
  • anorexia;
  • polidipsia - aumento do consumo de água;
  • poliúria - aumento da micção;
  • desidratação;
  • vómitos;
  • hipertensão arterial.

A IRC não tem cura. O gato vai, progressivamente, tendo crises de insuficiência renal, acabando por não ter mais capacidade para eliminar os produtos tóxicos do organismo.

Durante os períodos de crise, o animal deve fazer fluidoterapia para repôr o equilíbrio electrolítico e o nível de hidratação. A fluidoterapia (colocação a soro) vai ajudá-lo a eliminar os produtos tóxicos que se acumulam no organismo.

Mais importante que diminuir os parâmetros sanguíneos que avaliam a função renal (ureia, creatinina e fósforo), é conseguir recuperar o apetite do animal. A sua dieta deverá conter baixo nível de sal, bem como baixo nível proteico. Actualmente, existe no mercado uma grande variedade de dietas renais, húmidas e secas, que são um excelente auxílio para manter o gato com a IRC controlada. Se o gato não ingere água em quantidade suficiente, opte por fornecer-lhe ração húmida, por forma a manter o seu grau de hidratação. Além da dieta, existem no mercado novos fármacos que promovem a protecção renal - informe-se com o seu médico veterinário.

Um gato com IRC deve ser regularmente monitorizado. Sendo uma doença crónica, é fundamental o dono estar atento a alterações no consumo de água e/ou alimento, alterações de peso, bem como aumento da frequência de vómitos. Apercebermo-nos destas pequenas alterações e levarmos o animal ao veterinário de imediato, pode significar evitar descompensações que podem conduzir a uma crise de IRC grave.
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21 de março de 2009

Doença do tracto urinário inferior dos felinos (FLUTD)

A doença do tracto urinário inferior dos felinos, também designada por FLUTD (feline lower urinary tract disease), engloba afecções que podem afectar a bexiga e a uretra dos gatos.

Independentemente da etiologia, os sinais presentes na FLUTD são:

  • disúria: dor ou dificuldade em urinar, podendo existir ou não obstrução urinária;
  • hematúria: presença de sangue na urina;
  • polaquiúria: urinam com muita frequência e em pequenas quantidades;
  • lamber constante da zona genital;
  • micção em locais anormais.


Disúria - dificuldade em urinar

Apesar da FLUTD poder ser observada em qualquer gato, é mais frequente ocorrer em machos de meia-idade, sedentários e com excesso de peso.

Quanto às causas mais frequentes para a ocorrência de FLUTD temos:

  • obstruções urinárias;
  • urolitíase (cálculos urinários);
  • cistites idiopáticas (infecções urinárias de causa desconhecida).

As obstruções urinárias consistem na obstrução parcial ou total da uretra do gato, através de cálculos ou através de rolhões uretrais, que se formam devido à descamação celular existente habitualmente na uretra. As fêmeas raramente obstruem pois a sua uretra é mais curta e mais larga que a dos machos.



Obstrução urinária

Trata-se sempre de uma urgência veterinária, que requer a desobstrução imediata do animal através da sua algaliação. Se o animal não for algaliado de imediato poderá mesmo correr risco de vida, pois os produtos tóxicos eliminados, habitualmente, na urina começam a acumular-se no organismo, intoxicando o animal. Se notar que o seu gato não urina, ou que urina tão pouco que praticamente não molha o areão do caixote, não espere pelo dia seguinte para o levar ao veterinário assistente - essa espera pode significar a sua morte!

Habitualmente estes animais necessitam de internamento durante algum tempo, dependendo da gravidade da situação. É essencial controlar as possíveis infecções urinárias que possam surgir através de antibióticos, bem como promover uma boa analgesia (alívio da dor) ao animal. Um animal com dor retrai-se e evita urinar. Nos casos recorrentes, pondera-se um tratamento cirúrgico - uretrostomia.

A urolitíase é outra das causas da FLUTD. Normalmente, os cálculos são identificados através de radiografia ou de ecografia. Habitualmente, estes gatos necessitam de fazer dietas especiais para dissolver os cálculos urinários. Se, mesmo assim, os cálculos não desaparecerem ou se estiverem presentes em grandes quantidades, torna-se necessária a sua remoção cirúrgica - cistotomia.

Por último, as cistites idiopáticas são diagnosticadas por exclusão de todas as outras possíveis causas de FLUTD. Acredita-se que haja uma componente de stress por detrás destas infecções urinárias. Os gatos são animais especialmente sensíveis a modificações na sua rotina diária. Alterações de comida, alterações de horários, introdução de um outro animal, mudança de areão, número insuficiente de caixotes (aconselha-se pelo menos um caixote por animal, nunca menos) são tudo pequenas mudanças que a nós nos pode parecer insignificante, mas que pode ser uma fonte de grande stress para o seu animal. Os gatos com cistites idiopáticas têm os sinais habituais de FLUTD e, normalmente, requerem um tratamento com analgesia. Nos casos mais recorrentes, pode-se mesmo optar pelo uso de fármacos que diminuam os níveis de stress do gato.

Nos casos recorrentes, aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre quais as melhores medidas a tomar.
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