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17 de novembro de 2009

Síndrome da cauda equina em cães (estenose lombossagrada)

O síndrome da cauda equina, também designado por estenose lombossagrada, é o termo usado para descrever um processo de artrite na junção entre a última vértebra lombar e o sacro. Este processo de artrite causa um estreitamento no canal medular, fazendo pressão nos nervos que saem da medula, originando lesões a nível neurólogico. Grande parte das vezes, o próprio disco intervertebral tem também uma conformação anormal, predispondo ao tal estreitamento do canal medular.

Os sintomas mais frequentes são:

  • dor: a maior parte dos animais apresenta dor no terço posterior do corpo - zona lombar, patas e cauda;
  • rigidez muscular: normalmente melhora com o início do andamento;
  • perda de massa muscular: devido ao desconforto, o animal protege-se usando menos os membros posteriores;
  • dificuldade a urinar ou defecar ou mesmo incontinência urinária devido a lesões neurológicas;
  • arrastamento dos dedos dos membros posteriores.

Por vezes, estes sintomas podem confundir-se com os de displasia de anca (tema que será bordado brevemente neste blog) e é fundamental distinguir as duas patologias.

O síndrome da cauda equina ocorre, geralmente, em animais de raça grande. Pode ser congénito ou adquirido e os primeiros sintomas surgem entre os 3 e os 7 anos de idade. O Pastor Alemão parece ser a raça mais propícia para esta doença.





Pastor Alemão - raça mais predisposta a este síndrome

O diagnóstico faz-se através de mielografias que são radiografias que usam um líquido de contraste para evidenciar o estreitamento intervertebral. O animal terá que estar, obviamente, anestesiado para que seja possível injectar o tal líquido de contraste.

O tratamento deste síndrome depende da sua gravidade. Nos casos menos graves, recomenda-se repouso absoluto durante várias semanas e  animal estará sob o efeito de anti-inflamatórios para lhe retirar a dor. O repouso, por muito difícil que seja de fazer, é fundamental para que a medicação comece a surtir efeito. Periodicamente, o animal voltará a ter crises desta patologia. Nos casos mais graves, opta-se pela cirurgia. Também nesta situação o animal estará sob o efeito de anti-inflamatórios e terá que estar confinado durante várias semanas.

O prognóstico do síndrome da cauda equina varia conforme a gravidade dos sintomas. Quando o animal já não consegue urinar normalmente, significa que já há uma compressão neurológica acentuada e, nesses casos, o prognóstico torna-se bem mais reservado.

A rapidez no diagnóstico e no tratamento pode fazer toda a diferença.
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20 de setembro de 2009

Luxação da rótula

O joelho é uma estrutura complexa constituída por músculos, tendões, ligamentos, cartilagens e ossos. Todos este componentes devem alinhar correctamente e interagir harmoniosamente, por forma a permitir um bom funcionamento do joelho. São três os ossos que estão incluidos no joelho: o fémur, a tíbia e a rótula.

A rótula aloja-se numa concavidade no final do fémur, protegendo toda a articulação do joelho. Nalguns animais, essa concavidade pode não ser suficientemente profunda para manter a rótula numa posição estável. Nesses casos a rótula fica luxada, ou seja, sai da concavidade e desloca-se, lateral ou medialmente, ao longo do joelho do animal, acabando este por deixar de apoiar correctamente a pata no chão.





Luxação da rótula: deslocamento lateral e medial da rótula

A luxação da rótula pode ter como causa uma malformação congénita - a concavidade não é suficientemente pronunciada para manter a rótula fixa - ou um trauma no joelho. As raças pequenas e miniaturas estão mais predispostas para esta patologia. Também ocorre ocasionalmente em gatos.

Os sintomas podem variar conforme a gravidade da luxação. Nos casos mais graves, o animal, frequentemente, exibe claudicação acentuada e interminente com dor à manipulação. Nos menos graves, o animal pode nem exibir qualquer sintoma.

Se a luxação da rótula não for tratada, a articulação do joelho vai ficando progressivamente inflamada e com menor mobilidade, gerando-se um processo de artrose precoce.

O tratamento de eleição é a cirurgia, que tem uma taxa de sucesso bastante elevada. Por vezes os donos não se mostram muitos receptivos perante esta opção e, nestes casos, administramos anti-inflamatórios ao animal para o manter o mais confortável possível.

A luxação da rótula exige uma avaliação precoce por parte do médico veterinário assistente, por forma a evitar o aparecimento de processos de artrite e artrose num futuro próximo.
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