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12 de dezembro de 2011

Eclampsia

A eclampsia, também designada de "febre do leite" ou tetania puerperal, é uma doença aguda, extremamente grave, causada por níveis baixos de cálcio no sangue (hipocalcémia). Ocorre , habitualmente, após o parto e é muito mais frequente em cadelas do que em gatas.

Nas fêmeas lactantes, a produção de leite exige níveis muito elevados de cálcio. Se não conseguirem dar resposta a tais exigências, as fêmeas lactantes vão mobilizar o cálcio sanguíneo para que a produção de leite continue a ser eficiente. Na eclampsia, os níveis sanguíneos de cálcio baixam de tal modo, que podem pôr em causa a vida da própria fêmea se não for rapidamente corrigida.

A produção de leite exige níveis muito elevados de cálcio


As fêmeas das raças pequenas são mais susceptíveis de desenvolver eclampsia, independentemente do tamanho da ninhada. Apesar da hipocalcémia da mãe, a ninhada não é afectada pois a qualidade do leite mantém-se.

Apesar de ser uma condição bastante grave, a eclampsia pode ser facilmente diagnosticada se tivermos em atenção os sintomas do animal, bem como o seu historial de parto recente ou gravidez de termo. Assim podemos ter:

  • comportamento agitado;
  • andar rígido, desequilíbrio ou mesmo incapacidade de locomoção;
  • febre;
  • hiperventilação (respiração muito rápida);
  • morte, se o tratamento não for rapidamente instituído.

Se o seu animal apresentar algum destes sintomas após o parto ou mesmo antes dele, não hesite em consultar de imediato o seu médico veterinário assistente. Ele confirmará a eclampsia através do doseamento do cálcio sanguíneo. Deve também impedir, de imediato, a ninhada de se alimentar do leite materno. Utilize o leite de substituição para assegurar uma alimentação equilibrada a cada um dos bebés, não esquecendo de fazê-lo regularmente. 

O tratamento consiste na administração endovenosa de cálcio, com posterior suplementação oral durante um período mais ou menos longo, dependendo da gravidade da hipocalcémia. Recomendamos que a ninhada seja alimentada pelos donos, mesmo que os níveis de cálcio normalizem, já que a eclampsia recidiva frequentemente. 

A prevenção da eclampsia faz-se através de uma alimentação rica no último terço de gestação, com ração júnior e, quando necessário, com suplementação oral de cálcio. Contudo, há que ter algum cuidado para que essa suplementação não seja excessiva, pois o excesso de cálcio vai fazer com que o organismo, numa situação de necessidade, não consiga mobilizá-lo nas quantidades necessárias. Todo este mecanismo de regulação dos níveis de cálcio é feito através de uma glândula denominada de paratiróide. 

A eclampsia é uma condição grave que pode conduzir à morte se não for tratada imediatamente. O dono é fundamental para a identificação precoce da doença. Se notar algum dos sintomas descritos anteriormente, dirija-se de imediato ao seu médico veterinário. 
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10 de novembro de 2010

Pseudogestação ou gravidez psicológica em cadelas

A pseudogestação é uma condição que ocorre com alguma frequência em cadelas. Caracteriza-se por uma alteração física e psíquica da cadela que "pensa" que está grávida, mesmo não tendo cruzado com o cão. Isto deve-se a alterações hormonais que a cadela está a sofrer.

Habitualmente, a pseudogestação sucede cerca de 2 meses após o cio da cadela. Pode dar-se em qualquer cio da fêmea, seja no primeiro cio, seja em qualquer outro cio, podendo ou não repetir-se. Há fêmeas que fazem pseudogestações em todos os cios e outras que podem fazer uma única gravidez psicológica sem que se volte a repetir.

Durante a pseudogestação, a cadela pode apresentar os seguintes sintomas/sinais:

  • aumento do perímetro abdominal;
  • aumento das glândulas mamárias com ou sem produção de leite;
  • aumento da irritabilidade; algumas cadelas podem mesmo ficar mais agressivas para os próprios donos;
  • fabrico do próprio ninho: a cadela procura um local para poder receber o suposto cachorro, aí guarda brinquedos ou mesmo roupa, que se fazem passar pelo seu novo cachorro.

Habitualmente as cadelas com pseudogestação fazem o seu ninho


Para impedirmos que a pseudogestação se prolongue devemos impedir que a fêmea adopte comportamentos de futura mãe, como seja o caso de fazer o ninho. Deve retirar qualquer objecto que a estimule e faça pensar que tem um novo cachorro consigo. Se a fêmea tiver leite, deverá tomar um suplemento inibidor da prolactina (hormona responsável pela produção de leite). Em qualquer uma das situações deverá levá-la ao seu médico veterinário assistente para que possa ser observada e medicada se se justificar. 

As pseudogestações, apesar de auto-limitantes e de desaparecerem assim que os níveis hormonais voltam ao normal, não são saudáveis para a cadela, principalmente se se repetirem com alguma frequência - o aumento constante da glândula mamária pode, mais tarde, predispôr para alguns problemas a esse nível. A única forma de evitarmos as pseudogestações é através da esterilização da fêmea. Aconselhe-se com o seu médico veterinário.
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28 de março de 2009

Hiperplasia prostática benigna no cão

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é a afecção prostática mais frequente no cão. Consiste no aumento do tamanho da próstata, como resultado de um estímulo hormonal constante através de androgénios (denominação de hormonas masculinas, das quais faz parte a testosterona).





Hiperplasia prostática benigna no cão

Aparece em cerca de 80% dos machos não-castrados, a partir dos 6 anos de idade. Nem sempre a HPB exibe sintomas, contudo podemos ter:

  • tenesmo: dificuldade a defecar;
  • hematúria persistente ou intermitente: sangue na urina;
  • disúria: dificuldade em urinar;
  • corrimento hemorrágico do pénis: habitualmente os donos notam pequenas gotas de sangue no chão, após o animal ter estado deitado.

O diagnóstico da HPB pode ser confirmado através de:

  • toque rectal: próstata aumentada (prostatomegália), simétrica e sem dor ao toque;
  • radiografia: quando existe HPB, a próstata torna-se visível radiograficamente devido ao aumento do seu tamanho;
  • ecografia: permite observar toda a próstata, identificando estruturas anormais, bem como efectuar medições, que permitem um seguimento da evolução da afecção.

O melhor tratamento para a HPB consiste na esterilização do macho; passadas poucas semanas da cirurgia já é evidente a involução prostática.

Quando a resolução cirúrgica não é possível (normalmente por opção do próprio dono), pode recurrer-se ao uso de fármacos. Actualmente, existem no mercado fármacos que bloqueiam a acção das hormonas sexuais masculinas na próstata. A próstata, não estando sob a acção dos androgénios, acaba por involuir, e o macho pode continuar reprodutor, se for esse o caso. Aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre a melhor opção a tomar.
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8 de fevereiro de 2009

Piómetras

As piómetras são infecções uterinas que ocorrem, tanto em cadelas como em gatas. Essas infecções devem-se a alteração dos níveis hormonais da fêmea.

Aspecto de um útero normal vs útero com infecção


Resumidamente, no ciclo estral das fêmeas (vulgarmente denominado de cio) estão envolvidos dois tipos de hormonas sexuais - estrogénios e progesterona. No final do "sangramento" de cio, os níveis de progesterona permanecem elevados durante cerca de 2 meses, conduzindo a alterações no útero. A sua parede começa a ficar espessada e com menor contractibilidade e cria-se um ambiente húmido no seu interior. Todos estes fenómenos são fisiológicos para a preparação de uma futura gravidez. No entanto, se a gravidez não ocorre, o útero permanece nestas condições e, como o cérvix permanece aberto após o cio, as bactérias da vagina facilmente entram no útero e este enche-se de pús.
As piómetras podem ocorrer em qualquer cio da fêmea. A melhor forma das evitar é através da esterilização da fêmea, se o dono não quiser que ela procrie.

Existe um factor que predispõe à ocorrência de piómetras: o uso de pílulas contraceptivas. As pílulas conduzem ao aumento dos níveis de progesterona na fêmea e aumentam em muito a probabilidade da ocorrência destas infecções, bem como de tumores mamários. Estão, por isso, totalmente contra-indicadas.

Alguns dos sintomas das piómetras são:

  • perda de apetite;
  • poliúria e polidipsia (aumento da quantidade de urina e aumento do consumo de água);
  • prostração com eventual febre;
  • corrimento purulento e/ou sanguinolento da vagina: se o cérvix estiver fechado, pode não existir corrimento;
  • nos casos mais graves, podemos ter sinais de septicémia (infecção generalizada).

Neste último caso, o útero já está roturado e o animal corre sérios riscos de vida.

A melhor forma de tratar as piómetras é cirurgicamente, com remoção de ovários e útero, juntamente com uma antibioterapia agressiva. É importante monitorizar a função renal do animal durante todos estes passos, pois as bactérias podem afectar também os rins, conduzindo a uma insuficiência renal grave.

Todas as piómetras são graves e podem conduzir à morte do seu animal.
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17 de novembro de 2008

Esterilização dos machos

A esterilização dos machos, vulgarmente denominada de castração consiste na remoção dos testículos tanto no cão como no gato. 

É um procedimento cirúrgico bastante frequente na prática clínica. Contudo a percentagem de castração de gatos é muito superior à dos cães. Isto porque os donos dos gatos frequentemente se queixam que o seu animal urina pela casa toda (marcação territorial) ou que quer fugir para a rua. Têm assim um motivo suficientemente forte para optar pela castração.



Marcação Territorial

No entanto, no caso dos cães mostram-se bem mais relutantes. Normalmente, se não existir um problema médico concreto, como um tumor de próstata ou testicular, os donos não querem castrar. Existe o mito de que o cão depois de castrado fica com um comportamento alterado, "mais triste", "menos vivo". Algo totalmente errado - o cão depois de castrado mantém a mesma vivacidade e energia, "continua o mesmo cão".

Vejamos então quais os benefícios da castração:

  • previne ou atenua a marcação territorial;
  • previne ou atenua a tendência para vaguear na rua;
  • diminui os comportamentos agressivos;
  • diminui os níveis de ansiedade ou os comportamentos de índole sexual provocados pela presença de fêmeas em cio nas redondezas;
  • previne, no caso dos cães, o aparecimento de hiperplasia benigna prostática ou, quando ela já existe, regride-a;
  • remoção de tumores testiculares quando estes estão presentes.

Todos estes benefícios, exceptuando o último, devem-se ao abaixamento significativo dos níveis de testosterona - hormona que produz o chamado comportamento de "macho".

Após a castração e, tal como nas fêmeas, há que ter cuidado com o aumento de peso. Vigie o peso do seu animal nas semanas seguintes à cirurgia e aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre a melhor forma de o controlar.
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15 de novembro de 2008

Esterilização das fêmeas

A ovariohisterectomia, vulgarmente chamada de esterilização, é um procedimento bastante frequente na prática clínica. Consiste na remoção dos ovários e do útero tanto na gata como na cadela sob anestesia geral. O efeito prático que esta cirurgia produz é a ausência de cio.

Quais os benefícios da esterilização?

  • prevenção de gestações indesejadas e de pseudogestações; 
  • prevenção de infecções uterinas - as chamadas piómetras;
  • prevenção de tumores mamários - o aparecimento dos tumores mamários está directamente relacionado com as variações hormonais que ocorrem durante o ciclo éstrico da fêmea; quando a esterilização é efectuada antes do primeiro cio, por volta dos 6 ou 7 meses, a probabilidade de aparecimento de tumores mamários diminui em cerca de 90% nas fêmeas. Este facto é muito importante uma vez que nas cadelas 50% dos tumores mamários são malignos e nas gatas este número sobe para os 80%;
  • controlo da população de animais de rua. 
Controlo da população dos animais de rua

O único inconveniente da esterilização é o aumento de peso, nada que não possa ser resolvido com um cuidado maior com a alimentação do seu animal.

O uso de anticoncepcionais nas fêmeas, quer sob a forma de injecção quer sob a forma de comprimido, é totalmente contra-indicado, pois esta adição de hormonas acarreta um acréscimo na probabilidade tanto no aparecimento de tumores mamários como no aparecimento de piómetras. Só devem ser usados em casos muito excepcionais e não havendo mesmo nenhuma outra alternativa.

Aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre a melhor altura para efectuar a cirurgia mas no caso de não querer esterilizar antes do primeiro cio lembre-se que nunca deve dar a pílula.
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