13 de setembro de 2009

Parvovirose canina

A parvovirose canina é uma doença altamente contagiosa que se caracteriza por uma diarreia profusa e, habitualmente, sanguinolenta. Atinge, essencialmente, animais jovens (mais frequente nos cachorros até aos 6 meses de idade)  não-vacinados que contactam com o vírus.

A parvovirose atinge habitualmente animais jovens


O parvovírus está presente nas fezes dos animais infectados e pode sobreviver no meio ambiente durante largos meses se tiver as condições ideais de crescimento. Isto significa que, perante um animal infectado, devemos ter cuidados redobrados no que respeita à desinfecção do local.

O período de incubação da parvovirose varia entre 1 a 2 semanas. Durante esse período, o animal pode disseminar o vírus no meio ambiente, sem exibir qualquer sinal clínico.

Os sintomas mais frequentes na parvovirose são:

  • diarreia;
  • vómito;
  • febre;
  • prostração e desidratação intensas;
  • septicémia e morte, nos casos mais graves.

A parvovirose é uma doença com uma progressão muito rápida a partir do momento em que o animal exibe os primeiros sintomas e, a morte do animal, pode mesmo ocorrer poucos dias depois. A partir do momento em que suspeitamos de parvovirose, o animal deve ser rapidamente isolado para iniciarmos uma terapêutica agressiva de suporte.

A terapêutica consiste na administração de fluidos para repôr todas as perdas electrolíticas que o animal está a ter com o vómito e a diarreia. O animal deve ser colocado a soro com anti-vomitivos, anti-ácidos e antibióticos. Por vezes torna-se mesmo necessário nutrição parenteral. Contudo, mesmo com um tratamento agressivo, a taxa de mortalidade desta doença nos cachorros é extremamente elevada.

A melhor forma de prevenir a parvovirose canina é respeitando o esquema vacinal que o médico veterinário estabelece para o seu cachorro  e nunca o levar à rua sem antes completar esse esquema vacinal.

A parvovirose é uma doença infecto-contagiosa muito grave que atinge cães com imunidade reduzida. Não atinge gatos nem humanos.
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6 de setembro de 2009

Úlceras da córnea

As úlceras da córnea consistem em feridas na primeira camada da córnea (constituída por quatro camadas), ficando as restantes camadas expostas a agressões externas, nomeadamente, à invasão de bactérias, causando infecção do olho.

As úlceras podem tornar-se mais profundas e invadir as camadas seguintes da córnea. Nestes casos, a infecção pode atingir várias partes do olho e as lesões podem ser ou não reversíveis.

As úlceras da córnea são normalmente de causa traumática:

  • autotraumatismo: animais q se coçam e ferem a córnea com as unhas;
  • corpos estranhos: pedaços de arvoredos e ervas;
  • entropion ou cílios ectópicos: presença de cílios na posição errada;
  • lutas entre animais.

Os sintomas mais frequentes são:

  • inflamação;
  • fotossensibilidade: o animal semi-cerra os olhos aquando da presença de luz intensa;
  • dor intensa;
  • corrimento purulento: pode estar ou não presente.

O diagnóstico das úlceras da córnea é feito através do exame minucioso do olho do animal para detectar possíveis corpos estranhos ou cílios ectópicos. Usa-se, normalmente, um corante chamado fluoresceína para detectar a úlcera, que cora de verde.




Úlcera identificada pelo teste da fluoresceína
As úlceras não complicadas devem começar a cicatrizar em 4-5 dias após o início do tratamento. As que não cicatrizam neste tempo, já devem ser consideradas úlceras complicadas. Em ambos os casos, o tratamento passa pelo uso de colírios e pomadas oftálmicas. Nas mais complicadas, pode mesmo ser necessário uma intervenção cirúrgica.

As úlceras da córnea têm um prognóstico favorável se forem tratadas de imediato. Se aprofundarem e/ou infectarem podem mesmo causar perfuração da córnea e o seu prognóstico será bem mais reservado. Se notar que o seu animal exibe sinais de infecção ocular, leve-o de imediato ao seu veterinário assistente.
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31 de agosto de 2009

Vómito - um sintoma frequente

O vómito é uma das causas mais frequente para idas ao veterinário. Consiste na expulsão forçada do conteúdo gástrico através da boca. Não consideramos o vómito uma patologia propriamente dita, mas sim um sintoma de uma série de patologias mais ou menos graves.



Vómito - um sintoma frequente em cães e gatos
Se o animal vomitar uma única vez, estiver alerta e bem disposto, provavelmente não justificará levá-lo ao veterinário. Isto acontece por exemplo quando comem ervas. No entanto, se o animal vomitar várias vezes e estiver apático e prostado, deverá levá-lo de imediato ao seu veterinário.

As causas de vómito são muito variadas e nem sempre estão relacionadas com o aparelho digestivo. Assim sendo, temos causas:

  • gastro-intestinais;
  • infecciosas: virais e bacterianas;
  • hepáticas;
  • renais;
  • endócrinas;
  • neurológicas, entre outras.

Perante esta variedade de causas, percebe-se a importância de fazer um exame clínico completo, com eventual recurso a exames complemetares de diagnóstico (análises de sangue, radiografia, endoscopia, ecografia, entre outros), para deteminar a causa exacta do vómito e, assim efectuar a terapeutica adequada. Quando a causa é gastro-intestinal, o tratamento passa pela administração de anti-ácidos e anti-vomitivos e introdução de uma dieta gastro-intestinal. Se os vómitos persistirem, o animal deve ser internado e colocado a soro para correcção de eventuais desidratações.

Por fim, o prognóstico varia muito conforme a causa do vómito.
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24 de agosto de 2009

Reacções alérgicas: urticária e angioedema

A urticária e o angioedema (inchaço da face) fazem parte de reacções alérgicas que, tanto cães como gatos, podem ter perante os mais diversos alergenos. Os alergenos mais comuns são plantas, picadas de insectos, detergentes, fármacos e mesmo vacinas.

A urticária caracteriza-se por pequenos altos por todo o corpo do animal, ficando o pêlo levantado nessas zonas. O animal pode ter ou não prurido.

O angioedema caracteriza-se por um inchaço da cabeça do animal, especialmente no focinho e ao redor dos olhos. Quando é muito acentuado, o animal fica com "aparência de Shar Pei" com os olhos semi-cerrados. No angioedema existe normalmente prurido.

Angioedema

Estas reacções alérgicas aparecem, habitualmente, vinte minutos após o contacto com o alergeno. Na maior parte dos casos, são auto-limitantes e não põem em risco a vida do animal. Contudo, existem situações raras em que o angioedema pode dar origem a um inchaço das vias respiratórias do animal, causando-lhe dificuldade respiratória acentuado. Nesses casos, o animal deve ser de imediato levado para o veterinário.

O tratamento das reacções alérgicas consiste na administração de corticosteróides de acção rápida. Por vezes, nos casos menos graves, a administração de anti-histamínicos pode ser suficiente.

As reacções alérgicas são muito difíceis de prever, a menos que saibamos qual o alergeno em causa. Se notar que o seu animal está com uma reacção alérgica, consulte o seu médico veterinário assistente de imediato para que ele possa avaliar a gravidade da situação.
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15 de agosto de 2009

FIV - Vírus da Imunodeficiência Felina

O vírus da imunodeficiência felina, vulgarmente denominado por FIV, é o responsável pelo enfraquecimento do sistema imunitário do gato, tornando-o mais susceptível a contrair outras doenças que, habitualmente, um gato saudável teria mais dificuldade em contrair.

O FIV faz parte da família dos retrovírus, que engloba, entre outros, o vírus da leucose felina (FeLV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Estes vírus são específicos para cada espécie, ou seja, um retrovírus felino só atinge gatos e um retrovírus humano só afecta humanos.

O FIV transmite-se através da dentada com gatos infectados ou de mães para filhos durante a gestação ou a amamentação. Ao contrário do FeLV, o FIV não se transmite por contacto prolongado com gatos infectados, pois aloja-se, essencialmente, a nível da saliva. Assim sendo, os gatos machos inteiros que vão à rua são o grupo de maior risco, pois mais facilmente se envolvem em brigas com outros gatos de rua.

A dentada é uma forma de transmissão do FIV


Os gatos FIV-positivos podem exibir os mais variados sintomas:

  • infecções a nível da boca;
  • doenças respiratórias;
  • doenças oculares;
  • doenças gastro-intestinais;
  • problemas de pele;
  • doenças neurológicas;
  • neoplasias;
  • linfadenopatia (aumento generalizado dos gânglios linfáticos).

Os sintomas são muito variáveis conforme o estado da seropositividade. Determinados animais FIV-positivos podem nao exibir quaisquer sintomas durante anos.

A detecção do FIV é feita através de testes rápidos que detectam anticorpos. Todos os animais com uma origem desconhecida devem ser testados para FIV. Se forem positivos, não deverão ter novamente acesso à rua, pois poderão contaminar outros gatos. Se for um macho inteiro, opte por castrá-lo para que o instinto de dominância e de vadiagem se dissipe e não se envolva em brigas com outros gatos.

Não existe tratamento específico para o FIV, mas sim para todas as doenças concomitantes. Um animal FIV-positivo pode fazer uma vida perfeitamente normal mas o dono deve ter sempre presente que este não deverá ter acesso à rua. Se existem outros gatos no agregado familiar, deve ter noção que o risco de contágio existe, principalmente se forem gatos pouco amigáveis e que briguem.

Não existe, actualmente, nenhuma vacina eficaz para o FIV. Aconselhe-se com o seu médico veterinário se ainda persistirem dúvidas acerca desta doença.
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9 de agosto de 2009

Hipotiroidismo canino

O hipotiroidismo é uma doença relativamente frequente nos cães mas que, raramente, ocorre nos gatos. Quando não existe hormona da tiróide suficiente em circulação no organismo do cão, dizemos que ele sofre de hipotiroidismo. A grande maioria dos casos de hipotiroidismo canino resultam da destruição ou atrofia da própria tiróide.





Localização da tiróide

Aparece habitualmente em cães de meia-idade, sendo mais frequente nos cães de raças médias e grandes. Certas raças como o Golden Retriever, o Retriever Labrador, o Doberman e o Cocker Spaniel parecem ser mais predispostas para desenvolver hipotiroidismo.

Os sintomas mais frequentes são:

  • apatia;
  • perda de pêlo;
  • excesso de peso;
  • hiperpigmentação da pele;
  • bradicárdia;
  • aumento dos níveis de colesterol sanguíneo.

A conjugação destes sintomas levam o veterinário a suspeitar da presença desta patologia e a efectuar o doseamento dos níveis de hormonas da tiróide.

Após a confirmação de hipotiroidismo, há que iniciar o tratamento que consiste na suplementação com hormona da tiróide sintéctica, denominada levotiroxina. Periodicamente, o animal deve efectuar análises para reavaliação da medicação, que será adminstrada durante toda a sua vida. Assim que os níveis da hormona da tiróide estão estabilizados, os sintomas começam a desaparecer.
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2 de agosto de 2009

Otohematomas

Os otohematomas ou hematomas auriculares são pequenas acumulações de sangue e líquido sanguinulento entre a pele e a cartilagem da orelha do animal, formando autênticas bolhas no pavilhão auricular. São um problema bastante frequente nos nossos cães e gatos.

Otohematoma

Normalmente, os donos notam um inchaço repentino na orelha do animal, cheio de liquído e extremamente doloroso ao toque. A dor vai desaparecendo com o passar dos dias, mas se o otohematoma não for tratado continuará a acumular-se líquido e pode mesmo começar a aparecer tecido fibroso na orelha do animal, podendo este desfigurar a sua estrutura normal.

Tanto os cães como os gatos podem desenvolver otohematomas, contudo é mais frequente nos cães. Os animais mais predispostos para otohematomas são todos aqueles que têm problemas crónicos de ouvidos - otites infecciosas, otites a ácaros ou otites de causa alérgica. Estas patologias provocam comichão no ouvido do animal e fazem com que ele se coce e abane a cabeça violentamente, conduzindo facilmente à formação de um hematoma.

Para tratar o otohematoma, o líquido deve ser removido através de uma punção com agulha e seringa. A quantidade de líquido sanguinolento que retiramos é, por vezes, impressionante. Após a remoção do líquido instilamos na zona do otohematoma, um corticosteróide de acção prolongada para evitar a formação de novo hematoma. Podemos também fazer um penso compressivo ligeiro que auxilia no desaparecimento total do hematoma. Se o animal tiver muita comichão é fundamental que use um colar isabelino durante alguns dias, para evitar o auto-traumatismo. Nos casos recidivantes optamos pela cirurgia. Esta consiste em pequenas incisões suturadas ao longo do pavilhão auricular.

A melhor forma de prevenir os otohematomas é evitando o auto-traumatismo do próprio animal. Se notar que ele abana muito a cabeça ou que se coça muito nos ouvidos, não hesite em levá-lo ao seu médico veterinário para que a otite seja logo tratada numa fase inicial e não haja o risco de se formar os hematomas auriculares.
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26 de julho de 2009

Espirro invertido ("reverse sneezing")

O espirro invertido ou "reverse sneezing" é uma condição que se caracteriza por um som respiratório acentuado, como se o cão estivesse a inalar ar de forma violenta. No espirro normal, o percurso do ar faz-se no sentido oposto - o ar sai violentamente pelo nariz do cão.



Espirro invertido

Durante o espirro invertido, o cão faz inspirações pronunciadas e rápidas, estica o pescoço e abre as patas dianteiras como se tentasse respirar melhor. O forte som emitido com este espirro faz com que os donos pensem que o cão tem algum objecto estranho no nariz. Apesar do seu som estrondoso, o espirro invertido é muito momentâneo - pode ir de alguns segundos a um minuto - e, normalmente, inofensivo. O cão rapidamente recupera a sua condição normal, não exigindo nenhum tipo de tratamento.

Acredita-se que o espirro invertido tem como causa uma irritação a nível do palato mole, que conduz a um espasmo que diminui temporariamente a capacidade respiratória do cão. Normalmente, está associado a períodos de excitação como a chegada do dono a casa ou o passeio diário. Nestes casos é conveniente acalmá-lo para que o episódio acabe o mais rapidamente possível.

As raças braquicéfalas, como é o caso dos Boxers e dos Bulldogs, podem exibir sons respiratórios que se assemelham ao espirro invertido, devido ao prolongamento do seu palato mole. Contudo, será importante excluir outros problemas que estas raças habitualmente possuem, pois estes sons podem camuflar problemas respiratórios graves ou potencialmente graves.
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19 de julho de 2009

Como levar o seu cão a passear de trela

Após a aquisição de um cão, vem a árdua tarefa de ensiná-lo a passear na rua de trela e nada melhor do que começar em cachorro. Os passeios na rua devem ser um momento de tranquilidade, tanto para o cão como para o dono. No entanto, muitos de nós sabem que a tranquilidade rapidamente se transforma em caos e frustração. 




Quem passeia quem?

Para levar o seu cão a passear à rua é necessário antes de mais, demonstrar-lhe quem manda e a seguir definir as regras.

As regras começam em casa. Quando pegamos na trela, o cão associa a passear, a ir à rua e isto cria uma certa excitação, que por vezes se torna descontrolada, como ladrar, saltar para o dono, etc.

A primeira coisa a fazer é acalmar o cão através de várias formas:

  • ficar imóvel e esperar que o cão acalme, ignorando-o;
  • caso ele salte, virar-lhe as costas;
  • ir até uma determinada zona da casa, fingindo que estamos a realizar alguma tarefa;
  • por último, caso o cão não acalme, pousar a trela numa bancada ou pendurá-la.

Após verificar que o cão está calmo, voltar a pegar na trela. Isto poderá demorar algum tempo, por isso é preciso que o dono tenha tempo disponível, porque um cão calmo é um cão controlado.

Uma vez o cão calmo, colocar a trela e andar calmamente. Atenção que o dono é o primeiro a sair e a entrar em qualquer local, quer seja de casa, do prédio, do carro, etc.

Assim que saímos a porta de acesso à rua, a primeira coisa que o cão vai fazer é puxar a trela e tentar ir à frente do dono. Normalmente, os donos puxam a trela para trás, o que está absolutamente errado. O facto dos donos puxarem a trela para trás assim que o cão dá um puxão, significa que estão a entrar em conflito com o cão e não é isso que se pretende.

Temos que demonstrar ao cão que não tem que dar puxões, nem ir à nossa frente, porque quem manda é o dono.

Assim que o cão dá um puxão temos que nos manter no sitio onde estamos, na posição em que estamos e aguardar que o cão tenha uma reacção ou olhe para trás ou se sente. Após ter efectuado qualquer uma destas acções podemos avançar, mas um passo de cada vez - já sabemos que vai puxar outra vez, por isso, é necessário darmos passos pequenos e seguros.

Este treino requer tempo por parte do dono e calma, muita calma, porque é um treino lento e gradual.

Costuma-se dizer que o cão é o espelho do dono por isso, um dono calmo e tranquilo tem um cão controlado.
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12 de julho de 2009

Bolas de pêlo (Hairballs)

Os gatos são animais que passam grande parte do seu tempo a lamberem-se e a lavarem-se (grooming), engolindo grandes quantidades de pêlo. Normalmente esse pêlo ingerido é eliminado nas fezes. Quando isso não acontece, o pêlo acumulado forma densos aglomerados a nível do estômago e intestino delgado do gato, que lá permanecem até o gato os vomitar. A esse aglomerados chamamos bolas de pêlo.

Grooming - responsável pela ingestão de pêlo


Um gato com bolas de pêlo apresenta sintomas relacionados com o sistema digestivo, nunca com o sistema respiratório. Vómitos, perda de apetite e obstipação são os sintomas mais frequentes nestes animais.

Se o número de bolas de pêlo for elevado podem bloquear o tracto intestinal e o gato não as conseguirá eliminar pelas fezes nem sequer vomitá-las. Este bloqueio, denominado por impactação, é um problema de extrema gravidade que põe em risco a vida do animal se não for detectado a tempo. Nalguns casos só a cirurgia para remoção das bolas de pêlo permite a resolução do problema.

No mercado existem inúmeros produtos que ajudam a eliminar as bolas de pêlo do gato. A maior parte deles tem como ingrediente base um óleo não digerível que lubrifica o tracto gastro-intestinal, permitindo uma eliminação mais eficaz do pêlo ingerido, evitando que se formem os aglomerados. No entanto, estes produtos devem ser usados rotineiramente para que sejam eficazes - aconselha-se que o gato o ingira uma vez por semana durante todo o ano. As dietas com elevado teor de fibra também auxiliam na eliminação das bolas de pêlo. Uma outra forma de evitar uma ingestão tão acentuada de pêlo é escovando o seu gato regularmente para remoção do excesso de pêlo morto.

Tenha sempre em conta que nas alturas do ano em que o seu gato está na mudança de pêlo, este problema torna-se bem mais frequente. Aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre o produto mais eficaz para o seu gato e lembre-se que a prevenção é a melhor solução.
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