14 de janeiro de 2010

Insuficiência cardíaca canina

A insuficiência cardíaca, em cães geriátricos, está habitualmente relacionada com problemas na válvula mitral. Esta válvula situa-se do lado esquerdo do coração e impede o refluxo do sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo.

Insuficiência cardíaca: um problema comum em cães geriátricos

O sangue circula dentro do coração no sentido átrio-ventrículo como se de uma bomba se tratasse. Esta tarefa é em muito facilitada pelas válvulas, que funcionam como cancelas impossibilitando que o sangue circule no sentido contrário (ventrículo-átrio). Quando o animal envelhece, as válvulas começam a ter um comportamento deficiente, principalmente a do lado esquerdo, dando origem a insuficiência cardíaca. O coração começa então a ter que fazer um maior esforço para manter o sentido natural do fluxo sanguíneo e a insuficiência cardíaca surge.

A insuficiência cardíaca relacionada com a válvula mitral é mais frequente nos cães de raça pequena. Os sintomas mais frequentes são:

  1. hipertensão arterial;
  2. tosse devido a edema pulmonar (acumulação de líquido nos pulmões);
  3. intolerância ao exercício;
  4. morte nos casos mais graves e descompensados.

Uma vez surgida, a insuficiência cardíaca não tem cura. O seu tratamento consiste em retardar o processo evolutivo da sobrecarga cardíaca, diminuindo ou mesmo eliminando os sintomas exibidos pelo cão e, consequentemente, melhorar a sua qualidade de vida. A medicação consiste em fármacos que melhoram o funcionamento do músculo cardíaco e diuréticos, quando a acumulação de líquido no corpo do animal é considerável. O dono deverá limitar o exercício físico intenso, pois a excitação poderá desencadear o aparecimento de sintomas, nomeadamente tosse. O uso de dietas pobres em sal é também aconselhável.Se o animal tiver excesso de peso deverá iniciar imediatamente um regime hipocalório de emagrecimento.

Na insuficiência cardíaca, o diagnóstico precoce é essencial para prevenir uma evolução demasiado rápida da doença. Uma vez detectada a insuficiência cardíaca, o animal deverá ser medicado conforme a gravidade da doença. Aconselhe-se com o seu médico veterinário e não se esqueça do check-up semestral do seu cão geriátrico.
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4 de janeiro de 2010

Síndrome do braquicéfalo

Os cães e gatos braquicéfalos caracterizam-se por terem o focinho "metido para dentro". Os ossos da face e do nariz são mais curtos, fazendo com que a anatomia dos tecidos subjacentes se altere. As narinas são muitas vezes mais estreitas e o palato é, normalmente, mais longo. Todas estas alterações estruturais fazem com que o animal tenha maior dificuldade a respirar e, consequentemente, faça um maior esforço respiratório. Este esforço sucessivo pode deixar sequelas com o passar do tempo, nomeadamente a nível cardíaco, com insuficiência cardíaca direita.

Algumas raças braquicéfalas incluem Bulldog, Boxer, Pug e Shitzu nos cães e Persa e Himalaia nos gatos.

Bulldog Inglês - raça tipicamente braquicéfala

Os sintomas mais frequentes neste síndrome são:

  • respiração pesada e sonora;
  • intolerância ao exercício;
  • ronco;
  • engasgo e tosse;
  • cianose (tons azulados nas mucosas);
  • colapso nos casos mais graves.

Além destes sintomas, estes animais são também mais susceptíveis a:

  • golpes de calor;
  • posições ortopneicas: por forma a respirar melhor, o animal estica o pescoço e abre os membros anteriores;
  • doença periodontal;
  • problemas oculares;
  • dermatite das pregas de pele do focinho.

Quando as alterações anatómicas destes animais são muito acentuadas e detectadas precocemente (em cachorros ou gatinhos) podemos optar por atenuá-las cirurgicamente.

Devido à sua configuração, as raças braquicéfalas são mais sensíveis à anestesia e devem ser monitorizadas com especial atenção. Se tem um animal braquicéfalo em casa, aconselhe-se com o seu veterinarário acerca dos cuidados que deve ter.
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23 de dezembro de 2009

Boas Festas em segurança

Durante a época festiva tenha especial atenção com as decorações festivas e com a localização da comida. Por vezes, estamos tão atarefados com a preparação da época festiva, que nos esquecemos que os nossos animais poderão ter acesso a objectos e comida perigosos para eles. Assim sendo, deixo aqui várias dicas que poderão evitar desastres maiores em sua casa:

  • coloque sempre a comida num local de difícil acesso ao seu animal, tendo especial atenção com os chocolates, bem como, com os ossos e espinhas dos restos de comida que sobra;
  • deve ter especial cuidado com os ornamentos natalícios que podem ser "brinquedos" especialmente atraentes para os seus animais - bolas, fitas, presépios e velas acesas podem ser potencialmente perigosos;
  • plantas muito coloridas podem ser tóxicas para o seu animal - coloque-as sempre num local de difícil acesso ao seu animal;
  • evite decorar a árvore de natal com doces, pois os seus animais poderão facilmente roubá-los;
  • evite colocar os presentes debaixo da árvore de natal - o seu animal pode considerá-los atraentes e roe-los ou mesmo comê-los.


    Urinar para a árvore de Natal - um problema frequente nesta época

    Passe uma boa quadra festiva, em segurança, na companhia dos seus animais de companhia. Boas Festas!
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    16 de dezembro de 2009

    Megaesófago

    O megaesófago é uma doença que se caracteriza por uma diminuição ou mesmo ausência de motilidade (movimento que conduz os alimentos da boca para o estômago) a nível do esófago. Com a diminuição da motilidade, os alimentos têm dificuldade em chegar ao estômago e o animal vai regurgitá-los. À medida que essa diminuição da motilidade se torna persistente, o esófago terá tendência a dilatar, não recuperando o seu diâmetro normal, originando o chamado megaesófago.



    Comparação entre o diâmetro do esófago normal e do megaesófago
    O megaesófago pode ser congénito ou adquirido, manifestando-se em qualquer idade da vida do animal. O megaesófago adquirido pode ser primário ou secundário a outras patologias que devem ser descartadas para um melhor tratamento da doença. Pode ocorrer tanto em cães como em gatos, sendo mais frequente em cães.

    Os animais com megaesófago têm dificuldade em manter um aporte nutricional apropriado devido à dificuldade de conduzirem os alimentos ao estômago.

    Os sintomas mais frequentes desta patologia são:

    • regurgitação;
    • febre;
    • tosse;
    • corrimento nasal;
    • dificuldade em deglutir;
    • mau hálito muito acentuado;
    • perda de peso;
    • pneumonia por aspiração nos casos mais graves.

    O tratamento do megaesófago consiste na identificação da causa subjacente à doença, na diminuição da frequência da regurgitação, fornecer o aporte nutricional adequado e evitar possíveis complicações como por exemplo a pneumonia por aspiração.

    A alimentação é de extrema importância no melhoramento do estado de saúde do animal. Eis algumas indicações para melhorar a sua alimentação:

    • deve alimentá-lo num patamar mais elevado e dançar com ele no final de cada refeição, para que os alimentos cheguem mais facilmente ao estômago por efeito da gravidade;
    • a dieta deve ser hipercalórica e administrada várias vezes ao dia em pequenas porções;
    • a consistência do alimento varia conforme o paciente - alguns toleram melhor uma dieta líquida, outros toleram melhor uma dieta mais consistente.

    Podemos também utilizar fármacos que aceleram a motilidade gastro-intestinal, contudo, estes fármacos funcionam melhor quando a distensão do esófago não é acentuada.

    O megaesófago é uma doença que exige grande dedicação e atenção por parte do dono. Só assim, o animal poderá melhorar a sua condição. Informe-se com o seu veterinário sobre esta patologia.
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    8 de dezembro de 2009

    Síndrome de dilatação-torção gástrica em cães

    O síndrome de dilatação-torção gástrica é uma urgência veterinária, extremamente grave, que põe em risco a vida do animal e que deve ser imediatamente assistida por um médico veterinário, assim que for detectada pelo dono. O animal pode morrer ao fim de poucas horas devido à dilatação-torsão gástrica; cerca de 25-30% dos pacientes acabam por morrer, mesmo com tratamento adequado.

    Este síndrome caracteriza-se por uma primeira parte de dilatação e uma segunda parte de torção do estômago. Na dilatação, o estômago enche-se de ar e começa a fazer pressão noutros orgãos da cavidade abdominal e no diafragma, fazendo com que o animal vá tendo, progressivamente, maior dificuldade a respirar. Estando dilatado, o estômago pode facilmente girar em torno do seu próprio eixo (torção), conduzindo, progressivamente, a uma diminuição no seu aporte sanguíneo. O tecido gástrico começa a morrer (necrose) e os outros orgãos vitais começam a falhar - nesta fase o estado do animal deteora-se muito rapidamente.






    O estômago dilata e acaba por torcer

    Nem todos o cães que sofrem dilatação gástrica desenvolvem torção. Contudo, todos o que fazem torção gástrica tiveram anteriormente dilatação.

    Existe, nitidamente, uma predisposição genética neste síndrome - as raças grandes e gigantes são as mais afectadas por esta doença. Dentro destas raças, os animais de peito mais profundo e estreito são mais predispostos. Pode ocorrer em qualquer idade, contudo é mais frequente em animais acima dos 7 anos de idade. Os cães que comem uma única vez ao dia têm o dobro da probabilidade de desenvolver dilatação-torção gástrica do que os cães que fazem várias refeições diárias.

    Os sintomas mais frequentes são:

    • dilatação e dor abdominal;
    • tentativa de vómito;
    • dificuldade respiratória;
    • estado de choque, nos casos mais graves.

    O tratamento da dilatação-torção gástrica passa pela estabilização do estado clínico do animal e posterior cirurgia. A cirurgia consiste na verificação do estado do estômago e dos outros orgãos abdominais, nomeadamente o baço, que também pode estar torcido nestas situações, na reposição do estômago à sua posição normal e na sutura do estômago à parede abdominal (gastropéxia) para evitar futuras recidivas. O pós-operatório exige uma monitorização constante do paciente para detectar possíveis complicações, nomeadamente, arritmias, ulcerações gástricas e lesões a nível de outros orgãos vitais.

    A prevenção da dilatação-torção gástrica passa por:

    • alimentar o animal várias vezes ao dia;
    • controlar a ingestão de água após a refeição se o animal for muito sôfrego a beber;
    • evitar o exercício físico intenso ou situações de stress antes e após a refeição;
    • estar atento aos sinais clínicos do animal após as refeições, principalmente se o animal for de uma raça predisposta.

    O síndrome de dilatação-torção gástrica é uma condição muito grave, que deve ser detectada precocemente pelo dono do cão. Aconselhe-se com o seu veterinário acerca desta patologia.
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    1 de dezembro de 2009

    Será que os gatos caem sempre de pé?

    Frequentemente dizemos que todos os gatos caem de pé. Contudo, isso nem sempre acontece. Quando os gatos caem de uma altura relativamente baixa, frequentemente conseguem girar no ar e aterrar de pé. No entanto, quando a altura é superior a cerca de dois andares, os gatos podem sofrer lesões muitos graves, que podem mesmo ser fatais.

    A facilidade com que o gato gira no ar e cai de pé deve-se às características anatómicas do seu esqueleto. Os gatos apresentam clavículas muito rudimentares que não se unem a nenhum dos outros ossos do seu esqueleto, sendo apenas suportadas pela massa muscular dos seus ombros. Isto faz com que, facilmente, as suas patas dianteiras tenham uma rotação fora do vulgar e o seu corpo possa facilmente adaptar-se a novas posições. Assim, durante uma queda, as patas são a primeira estrutura a tocar no solo, absorvendo o impacto da colisão.





    Os gatos nem sempre caem de pé
    Se o gato cair de uma altura superior a dois andares, pode conseguir girar no ar para adquirir um bom posicionamento para a queda, no entanto as patas não conseguirão absorver todo o impacto da colisão. Nestas situações, é frequente surgirem traumatismos a nível torácico e/ou abdominal, bem como fracturas ósseas a nível dos membros e/ou crânio.

    Independentemente da altura em que o gato vive, mantenha sempre a janelas fechadas, por forma a impedir a sua saída. Mesmo quedas de alturas mais baixas podem provocar lesões muito graves ou mesmo fatais - por vezes encontram obtáculos pelo caminho, que os impedem de girar no ar e cair de pé, nomeadamente estendais da roupa.  Nunca esqueça que o gato não vai aprender com a queda - se vir a janela aberta uma segunda vez pode voltar a atirar-se. Mais vale prevenir...
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    24 de novembro de 2009

    Peritonite infecciosa felina (PIF)

    A peritonite infecciosa felina, vulgarmente denominada por PIF, é uma doença viral, habitualmente, progressiva e fatal em gatos. O vírus envolvido no PIF é um coronavírus modificado, ou seja, a grande maioria dos gatos tem a forma benigna do coronavírus mas só nalguns gatos esse vírus sofre mutações e transforma-se num vírus altamente patogénico, originando o PIF.

    Os gatos jovens ou com doenças que deprimam o seu sistema imunitário, como por exemplo, FIV (vírus da imunodeficiência felina) ou FeLV (vírus da leucose felina), são mais sensíveis a contrairem o PIF.




    Os gatos jovens são mais sensíveis ao PIF

    Este vírus pode resistir durante várias semanas no meio ambiente, mas é facilmente eliminado por uma lavagem com detergentes e desinfectantes. Daí a importância de uma boa limpeza e desinfecção do local onde possam ter estado portadores de PIF.

    O PIF pode manifestar-se de duas formas: a forma seca ou não-exsudativo e a forma exsudativa, sendo esta última mais frequente. O PIF exsudativo caracteriza-se pela acumulação de líquido no abdómen e/ou no tórax do animal . Nestes casos, o principal sintoma é a dificuldade respiratória. No PIF seco, a acumulação de líquido nas cavidades é pouco frequente e os sintomas são muito pouco específicos, podendo confundir-se facilmente com outras doenças.

    Apesar desta divisão, em termos de nomenclatura, dos dois tipos de PIF, os sintomas mais frequentes que podem aparecer são:

    • febre;
    • letargia;
    • perda de apetite com consequente perda de peso;
    • vómito e/ou diarreia;
    • icterícia (tom amarelado das mucosas);
    • abdómen distendido e dificuldade respiratória no caso do PIF exsudativo;
    • sintomas neurológicos.

    O diagnóstico do PIF faz-se com base nos sintomas do animal. Não existem testes específicos para o PIF - mesmo a titulação de anticorpos contra o cornavírus não é específica pois não diferencia entre o coronavírus patogénico e o não-patogénico.

    Quanto ao tratamento, não existe nada específico para o PIF. O tratamento é feito com base nos sintomas que o animal apresenta e na gravidade da situação. O prognóstico de PIF é sempre reservado. Se o seu gato apresentar algum dos sintomas mencionados acima não hesite em levá-lo de imediato ao seu veterinário.
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    17 de novembro de 2009

    Síndrome da cauda equina em cães (estenose lombossagrada)

    O síndrome da cauda equina, também designado por estenose lombossagrada, é o termo usado para descrever um processo de artrite na junção entre a última vértebra lombar e o sacro. Este processo de artrite causa um estreitamento no canal medular, fazendo pressão nos nervos que saem da medula, originando lesões a nível neurólogico. Grande parte das vezes, o próprio disco intervertebral tem também uma conformação anormal, predispondo ao tal estreitamento do canal medular.

    Os sintomas mais frequentes são:

    • dor: a maior parte dos animais apresenta dor no terço posterior do corpo - zona lombar, patas e cauda;
    • rigidez muscular: normalmente melhora com o início do andamento;
    • perda de massa muscular: devido ao desconforto, o animal protege-se usando menos os membros posteriores;
    • dificuldade a urinar ou defecar ou mesmo incontinência urinária devido a lesões neurológicas;
    • arrastamento dos dedos dos membros posteriores.

    Por vezes, estes sintomas podem confundir-se com os de displasia de anca (tema que será bordado brevemente neste blog) e é fundamental distinguir as duas patologias.

    O síndrome da cauda equina ocorre, geralmente, em animais de raça grande. Pode ser congénito ou adquirido e os primeiros sintomas surgem entre os 3 e os 7 anos de idade. O Pastor Alemão parece ser a raça mais propícia para esta doença.





    Pastor Alemão - raça mais predisposta a este síndrome

    O diagnóstico faz-se através de mielografias que são radiografias que usam um líquido de contraste para evidenciar o estreitamento intervertebral. O animal terá que estar, obviamente, anestesiado para que seja possível injectar o tal líquido de contraste.

    O tratamento deste síndrome depende da sua gravidade. Nos casos menos graves, recomenda-se repouso absoluto durante várias semanas e  animal estará sob o efeito de anti-inflamatórios para lhe retirar a dor. O repouso, por muito difícil que seja de fazer, é fundamental para que a medicação comece a surtir efeito. Periodicamente, o animal voltará a ter crises desta patologia. Nos casos mais graves, opta-se pela cirurgia. Também nesta situação o animal estará sob o efeito de anti-inflamatórios e terá que estar confinado durante várias semanas.

    O prognóstico do síndrome da cauda equina varia conforme a gravidade dos sintomas. Quando o animal já não consegue urinar normalmente, significa que já há uma compressão neurológica acentuada e, nesses casos, o prognóstico torna-se bem mais reservado.

    A rapidez no diagnóstico e no tratamento pode fazer toda a diferença.
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    10 de novembro de 2009

    Flatulência: um problema a controlar

    Apesar da produção de gás fazer parte do normal processo de digestão, alguns animais produzem muito mais que outros, o que pode trazer sérios inconvenientes a quem está à sua volta.




    Flatulência - um problema frequente!

    A flatulência pode ser atenuada através da alteração de algumas rotinas diárias:

    • obrigue-o a comer devagar: na maioria dos casos, a flatulência é causada pelo excesso de ar que é engolido pelo animal aquando da ingestão do alimento. Tente colocar um brinquedo dele dentro da própria tigela da comida; isto fará com que ele não consiga ser tão sôfrego a comer, pois tentará contornar o próprio brinquedo. Se tiver mais que um animal em casa, separe-os na hora das refeições para que não haja competição entre eles a ver quem come mais rápido;
    • coloque a tigela da comida mais elevada: compre um suporte de tigela da comida para que o animal não tenha que se baixar tanto para a comer - quanto mais baixa a comida estiver, mais ar o animal irá engolir;
    • passeie depois da refeição: pequenos passeios depois da refeição ajudam o processo de digestão, facilitanto a eliminação do gás. Nunca deverá fazer exercício muito intenso após a refeição, apenas uma actividade muito ligeira;
    • mudança de ração: se nota que o seu animal continua com muita flatulência, experimente mudar de alimentação para uma dieta de fácil digestibilidade. Faça sempre uma mudança gradual na alimentação, misturando a ração nova com a ração a que o animal está habituado. As dietas de elevada digestibilidade diminuem, consideravelmente, a produção de gás na digestão;
    • aumente o número de refeições: se dividir a dose diária de comida por 2 ou 3 refeições, o animal vai ingerir uma quantidade menor de comida de cada vez e consumirá menor quantidade de ar;
    • controle os extras: evite dar comida para além da ração e esteja atento para ver se ele não come nada durante os passeios na rua.

    Aconselhe-se com o seu veterinário assistente para tentar perceber a causa da flatulência no seu animal; só assim será mais fácil controlá-la.
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    3 de novembro de 2009

    Como dar comprimidos a gatos

    Dar comprimidos a gatos pode não ser uma tarefa muito fácil. Aliás pode ser uma tarefa bem árdua que cria um stress acrescido tanto no dono como no gato.

    Dar comprimidos a gatos nem sempre é fáci

    Se o seu gato não estiver a seguir uma dieta específica, poderá dar a medicação ao seu gato através de um pouco de comida húmida que ele goste muito. Primeiro coloque um pouco da comida sem o comprimido para que o gato não fique desconfiado e só depois coloque o "isco" com o comprimido. Nunca misture a medicação na refeição completa do gato, pois este pode não a ingerir na totalidade.

    Se o seu gato não pode ingerir extras ou se não "mordeu o isco", então a única opção será colocar o comprimido bem no fundo da boca do animal. Eis algumas dicas que pode utilizar para conseguir dar a medicação ao seu animal:

    • retire o comprimido da sua embalagem e coloque-o num local de fácil e rápido acesso;
    • chame o gato com um tom de voz tranquilo para o local onde deseja dar-lhe o comprimido;
    • se o gato for mais activo, coloque-o embrulhado num cobertor ou toalha grande, deixando só a cabeça de fora; será conveniente cortar-lhe previamente as unhas, para evitar arranhões;
    • encoste-o a um local onde ele não tenha hipótese de fuga ou coloque-o num local mais elevado, como por exemplo uma bancada ou uma mesa;
    • pegue no comprimido, colocando entre o seu polegar e indicador, na ponta dos dedos;
    • com a outra mão segure o maxilar superior obrigando-o a abrir a boca e inclinando ligeiramente a sua cabeça para trás;
    • coloque rapidamente o comprimido no fundo da boca do gato, fechando-a de imediato;
    • espere que o gato coloque a lingua de fora, como se se lambesse, pois só aí estará a deglutir o comprimido; muitos gatos conservam o comprimido "escondido" na boca, enganando, facilmente, o dono. Se o gato demorar a deglutir o comprimido poderá soprar-lhe levemente para o nariz ou massajar-lhe o pescoço, mas nunca o deixando abrir a boca;
    • recompense-o sempre no final com um pequeno mimo.

    Lembre-se que o sucesso desta tarefa está na rapidez usada na administração. Deve evitar diluir os comprimidos em água, pois grande parte deles são amargos e fazem com que o animal salive em demasia e mostre relutância perante qualquer tipo de medicação.
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